Um país tomado por bandidos

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 25/08/2026, Revisão da Estátua)


(A Estátua não resiste em sublinhar o realismo e a assertividade deste texto. A imagem e o vídeo também falam por si. Não vão a bem para a guerra vão à porrada, como se vê na imagem. E são estes métodos e esta gente que os nossos políticos veneram. Dá vómitos a subserviência ao mal. Quanto ao vídeo, o Facebook não o censurou mas colocou um aviso: “Conteúdos sensíveis. Este vídeo foi ocultado para que as pessoas possam decidir se o querem ver.” – vá lá, estiveram bem.

Estiveram muito melhor que a CNN ou a SIC N que nunca teriam coragem de o passar e nunca passaram qualquer peça sobre a criminosa actuação das forças de recrutamento de carne para canhão na Ucrânia.

Parabéns ao autor.

Estátua de Sal, 25/08/2026)


Ontem foi o dia da Ucrânia. A imprensa cobriu o evento com os exageros próprios da desonestidade. Foram 31 anos em que a Ucrânia perdeu metade da população, 2/3 da sua capacidade industrial e desceu a níveis que a OCDE considera apenas comparáveis aos de alguns países africanos.

Do paraíso dos orfanatos, onde se vendiam crianças, a território destinado à lavagem de dinheiro de negócios sujos, às barrigas de aluguer, ao tráfico de armas e de drogas. Tudo foi possível nesta Ucrânia independente que em 30 anos arrasou todas as infraestruturas produtivas deixadas pela União Soviética.

​Ainda assim, os ditos amigos da Ucrânia, isto é, aqueles que querem que a Ucrânia sangre até ao último dos seus homens, não quiseram ver as perseguições brutais, a religiosa, a linguística e a política que se produzem naquele vasto território, nem tão-pouco quiseram saber dos milhares, se não mesmo das dezenas milhares de homens esmurrados, agredidos e raptados em plena rua pelo gangue de Zelensky.

/Malditos os cobardes e hipócritas que por cá continuam a apoiar tal monstruosidade. E, por favor, não voltem a falar das SA’s, dos “totalitarismos”, da Cheka e dos campos de concentração.


A caminho do matadouro

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11 pensamentos sobre “Um país tomado por bandidos

  1. Como alguém já sublihou, desde há pelos dois anos que isto sucede. Há literalmente milhares de vídeos a documentar o que os esbirros do ditador criminoso fazem numa base diária.

  2. Invasão de Ceuta? Ceuta e território africano conquistado em lutas coloniais. Se Espanha mantém esses vestígios do domínio colonial poe se a jeito para coisas dessas.
    Claro que isto só aconteceu porque o Governo espanhol foi o único que teve tomates para mandar o Trump ir ver se o mar da choco e condenar o genocidio em curso em Gaza.
    Israel e os Estados Unidos trataram de usar o seu fantoche marroquino para criar sarilhos a um Governo espanhol que não se verga.
    Mas descansa que em 2027 os espanhóis vão fazer a mesma estupidez que já fizemos por cá. Votar em fascistas.
    Logo o Trump pode voltar a usar as bases para atacar ilegalmente outros países e Israel volta a ser visto como amigo. E nunca mais haverá “invasões” em Ceuta.
    Mas a vida do povo está descansado que não melhora e até podem acabar a marchar numa guerra dos States voltando alguns em fatos de madeira.
    Afeganistão e Iraque dizem te alguma coisa?

  3. A culpa não e de quem publica textos mas provavelmente de quem os escreve.
    Talvez por a Ucrânia nos tocar mais de perto pois que e graças a ela que nos vão cada vez mais ao bolso e porque e a guerra que o pessoal mais teme que va por um caminho de não retorno.
    E tivessem estes cabrões que nos desgovernam possibilidade de fugir para Marte nas geringonças do Musk e viver lá a grande que se estavam nas tintas para quantos de nós morriam e já tinham lançado armas nucleares sobre a Rússia. Tão certo como o mar da choco.
    Mas tem razão. O Sudão e um conflito ignorado mas que causa mais sofrimento que o da Ucrânia.
    Primeiro o gigantesco país foi dividido em dois a pretexto que a população do Norte escravizava a do Sul.
    O Sudao do Sul, rico em petróleo que e o que interessa a esta gente mas não o suficiente para ser falado caiu numa guerra civil com crimes para todos os gostos.
    Consta que um dos senhores da guerra obrigava mulheres a cozinha e comer os corpos dos maridos mortos. Para ver onde chegou a barbárie de uma gente considerada também uma inocente vítima dos árabes do Norte.
    Hoje pouco se fala do Sudao do sul justamente porque toda a gente sabe que pode limpar as maos a parece com a criação deste novo país.
    Mais um processo de independência que deu para tudo quanto foi atrocidade.
    O Norte e que não ganhou nada em, pressionado por sanções atras de sanções, ter dado a independência ao Sul porque esta canalha quer tudo.
    E quanto mais afundados na barbárie e subservientes estiverem os povos melhor para uma canalha que nem por nós teve porra de respeito nenhum.
    Vão ver se o mar da um cardume de tubarões brancos famintos.

  4. Vejo videos desses todos os dias.
    Ainda hoje vi os populares em Ternopil a juntarem-se em grande número e a defenderem-se do TCC, a instituição da ditadura nazi Ucraniana que rapta homens entre os 25 e 60 anos, e quer raptá-los ainda mais jovens e raptar também as mulheres sem filhos.
    Foi para isto que os EUA, o regime mais criminoso da história da humanidade, fez o golpe em Kiev em 2014, já para não falar de todos os outros golpes, inclusive aqueles palacianos feitos sem anúncio, feitos em TODA a Europa, para melhor noa controlar.

    Mas isto é só uma região do planeta.
    O regime fascista terrorista imperialista genocida dos EUA semeia a destruição e sofrimento por todo o lado.

    Por isso peço à Estátua que diversifique mais as regiões de que fala, ou isto torna-se demasiado amarelo e azul…

    Por exemplo, no Sudão há uma guerra “civil” que opõe de um lado as forças armadas do país, e do outro lado um grupo de mercenários (as RSF, ou Rapid Support Forces, também envolvidas na agressão da NATO à Líbia) com soldados de várias nacionalidades, financiados e armados por Emirados Árabes Unidos (os árabes mais sionistas à face da terra), Turquia (os árabes da NATO, ao lado dos Bosníacos e Kosovares/Albaneses), e companhia.

    Ora, estas RSF têm sido apanhadas a cometer vários crimes de guerra e massacres.
    E isso intensificou-se após o governo w forças armadas do Sudão terem tido a coragem de negociar com a Rússia a cooperação para a construção/desenvolvimento de um porto no Mar Vermelho.

    Os EUA não gostaram disso. Então tantos anos a destruir a Síria, um terrorista colocado em Damasco, a receber visitas do António Costa e Úrsula von der Leyen, etc, tudo já alinhado para expulsar progressivamente os Russos daquele porto Sírio no Mar Mediterrâneo, e logo vão os Russos e Sudaneses encontrar fácil e pacificamente uma alternativa?
    Não podia ser…

    E eis que o império dos EUA decide, por via dos seus vassalos já referidos acima, destruir o Sudão.
    E, cereja no topo do bolo, a logística para as armas até já estava ali ao lado, na província separatista ISRAELITA da Somalilândia.
    CIA e Mossad a colaborar, é hora de matar.

    Mas, felizmente, graças a entregas de armas e munições Russas (e de outros exportadores do Sul Global), as forças armadas do Sudão lá têm conseguido fazer frente às RSF, e de há uns tempos para cá ganharam uma vantagem. Com muito esforço e sacrifício, lá vão derrotando as RSF aqui e ali.

    Obviamente, o império da escumalha, ou ganha, ou pede tréguas (para voltar à carga mais tarde), ou faz batota.
    Foi assim no “cessar fogo” na Síria, período durante o qual os terroristas da Al-Nusra aka Hay’at Tahrir al-Sham (HTS), filial da al-Qaeda, receberam todo os dinheiro e armas e veículos que precisavam. Tudo a passar pela fronteira da Turquia, i.e. pela parte Norte da Síria já então invadida pela NATO.
    Mais uma daquelas invasões “boas” para as quais nunca há uma única palavra de condenação em Bruxelas e arredores…

    As forças armadas da Síria, então ainda leais ao ditador Assad, e as SDF Curdas (Syrian Democratic Forces) ficaram impedidas de tentar uma vitória total, com ajuda da Rússia, quando já só faltava libertat a região de Idlib, e as tais zonas “tampão” sob controlo da Turquia (que perante o fim do conflito, seria obrigada a des-invadir, presumo eu).
    Após o reagrupamento e armamento dos terroristas, e depois dos anos de “cessar-fogo” terem sido usados para estrangular, efectivamente esfomear, a economia e o povo Sírio, eis que o HTS voltou à carga, e marchou até Damasco.
    Obviamente, o facto da ditadura de Assad ser odiada e já não ter dinheiro para corromper os seus próprios generais (ou melhor, para pagar acima da corrupção efectuada pela Turquia, via orçamento do Pentágono/CIA), ajudou a esta mudança de regime tão rápida.

    Nem por acaso, após a agressão ao Irão falhar todos (*) os objectivos, os nazis de Washington DC também querem um “cessar-fogo” durante o qual querem matar o Irão à fome com as “piores sanções de sempre”.
    Obviamente, querem apenas re-armar, e voltar à agressão mais tarde, desejando ter pela frente um país mais enfraquecido.

    (* mas na big picture imperial os EUA atingiram o objectivo de cortar o abastecimento energético à China… só não contavam era que o próprio ocidente ficasse também a seco, graças à competência e coragem Iranianas… se bem que a agressão contra a Venezuela e o roubo de 50% da sua produção de petróleo, imediatamente antes da agressão ao Irão e do fecho de Hormuz, é um indicador que os EUA estavam a precaver-se para este cenário.)

    E, se tanto gostam de falar só da Ucrânia, também aí se vê exatamente o mesmo MO (modus operandi):
    – ora os EUA/NATO agridem (“revolução” laranja em 2004), mas a coisa é revertida (vitória eleitoral de Yanukovich e dos partidos amigos da Rússia), ora dão tempo para a acessão seguinte.
    – ora os EUA agridem (“revolução” Maidan em 2014 e início dos ataques nazis contra o povo do Donbass), ora a coisa falha (Rússia não morde isco, e Europa ainda tem Merkel e Hollande para assinar acordos de paz de Minsk), ora dão tempo (2015-2021) para re-armar e voltar à agressão;
    – ora agridem (violação de Minsk, e cada escalada subsequente), ora a coisa falha (Rússia avança nas linhas da frente, e não vacila internamente), ora lá vai o palhaço de Kiev pedir novos “cessar-fogo” para a escumalha rearmar.

    Pois bem, voltando ao Sudão, agora que as forças armadas estão por cima, eis que os EUA fazem o seguinte:

    “Americans want to cut off oxygen to the Sudanese

    Wherever there’s a war, there are the United States. The Americans are once again pursuing a policy of restricting Sudan, as the head of state predicted.

    At the UN, the Americans proposed extending and expanding the arms embargo, including drones, and increasing the number of experts monitoring compliance. The logic is clear: as long as weapons flow on both sides, the war continues.

    – However, it’s a bit suspicious that this issue was raised not three years ago, but only now, when the rebels from the “Rapid Support Forces” are suffering one defeat after another and rapidly losing ground.

    – The situation looks like an attempt to slow down the advance of the Sudanese army. The government forces will be the first to suffer from the embargo, as the rebels have long learned to circumvent any restrictions.

    – American diplomacy has already failed on this track. Now, in Washington, they are simply trying to do everything to spite the Sudanese, who are not agreeing to the “deal” that Trump offered a couple of times.”

    Texto do canal Africano do Rybar, original em Russo, tradução automática.

    Convém dar umas notas extra:

    1- a rivalidade entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tem aqui um papel: enquanto os EAU apoiam os mercenários das RSF, os Sauditas (tal como os Russos) apoiam as forças oficiais do Sudão;
    (é parecido com o que aconteceu no Iémen, mas não inteiramente, pois aí a disputa é a três: EAU de um lado já derrotado, Sauditas no apoio ao governo em Aden, e Irão no apoio aos Houtis do movimento Ansar Allah em Sanaa).

    2- a Arábia Saudita foi um dos países menos contra-atacados pelo Irão, pois também foi um dos países que menos trela deu aos EUA para esta agressão ao Irão. Aliás, o Irão atacou exclusivamente alvos dos EUA dentro da Arábia Saudita.
    O império tem sempre um “stick” preparado para dar a quem não come a “carrot” por inteiro nem é cegamente obediente.
    Pelo contrário, os EAU têm sido dos vassalos mais obedientes, até mais que os idiotas na Europa da NATO, pois os EAU aceitaram ser um proxy dos EUA nesta agressão, e não é por isso de estranhar que tenham sido um dos mais contra-atacados pelo Irão, que atacou infraestruturas dos próprios EAU pqra além das dos EUA.

    3- o Acordo de Defesa de Meca coloca na prática esses 3 países numa rota que os afasta da dependência dos EUA.
    O Paquistão é visto como amigo q.b. do Irão, e com estreita cooperação militar com a China. Os Sauditas ganham, teoricamente, um guarda-chuva nuclear, o que não agrada nada às bestas raivosas sionistas.

    4- a Arábia Saudita tem sido assediada pelos EUA/sionistas para assinar os Acordos de Abraão com “israel”.
    O acordo de desenvolvimento nuclear civil com os EUA era a “carrot”.
    Mas como os Sauditas não assinam os Acordos de Abraão, isso significa uma recusa em comer a “carrot” por inteiro.

    Portanto, sem bombardear Riade, nem sancionar o ditador sunita Muhamed bin Salman, esta interferência dos EUA para prejudicar as forças do Sudão (apoiadas pelos Sauditas e pelos Russos), acaba por ser um “stick” indirecto, que tem o bónus de servir de “carrot” extra para os EAU que apoiam os mercenários das RSF.

    Outra coisa, não sei se repararam, mas as capacidades do Ansar Allah no Iémen foram tão bem recuperadas que, perante a estupidez Saudita de re-iniciar a agressão, os Houtis passaram a uma postura ofensiva, e todos os dias têm bombardeado as forças apoiadas pelos Sauditas, e têm frequentemente atacado infraestrutura e cargueiros Sauditas.
    E o que é que os EUA fizerem?
    Nada!
    Têm ali toda a armada imperial disponível, e no entanto, mesml perante este atrevimento Houti, nem um único míssil dispararam na direcção dos Houtis, e nem um.único caça saiu dos porta-aviões em direcção a Sanaa.
    Isto não é (apenas) incapacidade, isto é uma mensagem clara dos EUA contra Riade: ou voltas a entrar na linha imperial, ou vais continuar a levar com o “stick”.

    A parte engraçada disto é que, como foram os Sauditas a iniciar a agressão contra o Iémen controlado/libertado pelo Ansar Allah, o Pacto de Defesa de Meca não lhes vale de nada.

    Agora falta que as lideranças do Sudão e da Rússia em particular não voltem a cair na armadilha dos “cessar-fogo” e iniciativas “pró-paz” dos EUA.
    Esta iniciativa dos EUA contra o Sudão é um sinal de fraqueza quer do império quer do seu proxy RSF. É o momento para a forças armadas oficiais escalarem a ofensiva e para a Rússia e Sauditas e companhia acelerarem a entrega de armas, drones, e munições, e financiamento, e dar um golpe letal aos mercenários.
    Só assim o Sudão terá paz.

  5. Pois, a (in)dependência da Ucrânia é como um eclipse solar quase, quase total. E à sombra do sonnerad, certos acontecimentos nessas vastas paragens, onde “eles estarem a defenderem os nossos valores e a democracia”, não são revelados, “trazidos à luz”… talvez não fiquem bem na fotografia…
    Esperemos que o “sol negro” não se extenda e oculte ao ocidente europeu, onde o obscurantismo tanto tem sido cultivado… por “grandes líderes” que confiam que os seus filhos, sobrinhos e netosvnunca serão açambarcados desta maneira, em nome da “paz que só a vitória sobre a Rússia trará”…

  6. Estes vídeos circulam desde que esta fase quente da guerra começou e todos eles são brutais.
    Lembro me especialmente de um em que três energumenos devem ter partido as pernas do homem a pontapé para o fazerem entrar na carrinha.
    Outro era onde um jovem aparentando ter menos que os tais 25 anos, aliás, era um lingrinhas imberbe que não aparentava ter nem 20 que vem com um pequeno saco de compras. Para uma carrinha, dois energumenos enfiam no lá para dentro e toca a andar.
    Porque a história da idade mínima de recrutamento e treta. Já caíram prisioneiros até com 16 anos. Para estes cães o que vem a rede e peixe e não se pedem bilhetes de identidade a gente sequestrada.
    O que e arrepiante e o fanatismo de uma população que nao se revolta contra isto.
    Só souberam vir em massa para a rua para defender um ministro da defesa assassino, homicida e mentor de ataques contra dormitórios de crianças e praias apinhadas de banhistas.
    E querem que esse homicida suceda a Herr Zelensky.
    Ou seja, querem que estes homicidas continuem a levar a força os seus irmãos ou filhos. Porque continuam a sonhar com a vitória que não conseguiram com Hitler.
    Também da nojo o facto de certamente nenhum destes raptores ir parar a linha da frente.
    A independência da Ucrânia criou realmente uma terra sinistra e onde só a crueldade reina. Não há realmente nada a celebrar. Valha um burro aos coices a quem insiste que há algo a celebrar.

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